Séries

Há Muitas Noites na Noite

Direção: Silvio Tendler

Descrição: Há Muitas Noites na Noite leva às telas a leitura completa de uma das obras mais importantes da literatura latino-americana: o Poema Sujo, entrelaçando-a à emocionante biografia de seu autor, o poeta e crítico de arte Ferreira Gullar. Escrito no isolamento do exílio nos anos 1970, o texto emerge como uma reflexão visceral que abraça desde a infância em São Luís do Maranhão até a dor do desterro - um mosaico onde cabem amores, delírios, a crueza da ditadura, o lixo e o luxo. Na série, o próprio Gullar desconstrói o caráter puramente biográfico da obra, revelando que, embora nascido de suas memórias, o poema é uma invenção artística que transcende sua própria trajetória como homem e intelectual. Mesclando animações, música, leituras e documentos históricos, a produção acompanha a resistência de um homem encurralado pela vida contra o fascismo, refazendo seus passos pela clandestinidade, pela Escola de Quadros de Moscou, pelo Peru de Velasco Alvarado e pelo Chile de Allende e Pinochet, sob o peso avassalador da tragédia familiar.

Classificação Etária Indicativa: 12 anos - linguagem imprópria, violência

Ano de Produção: 2014

País de Origem: Brasil

Classificação Ancine: 01 - Obra Não Publicitária Brasileira, Constituinte de espaço qualificado e Independente.

Dias/Horários:

Detalhes Episódio (12/10/2026 - 11:00) Há Muitas Noites na Noite De volta para casa ou do Luna Parque ao Luna Bar
Duração:00:26:00
Sinopse:No grandioso desfecho da série, o destino do Poema Sujo cruza-se com a história do Brasil. Em Buenos Aires, Vinicius de Moraes ouve a obra-prima de Ferreira Gullar e, profundamente emocionado, organiza uma leitura histórica na casa de Augusto Boal. O momento é registrado em uma fita de áudio que atravessa a fronteira clandestinamente e passa a circular entre intelectuais brasileiros, tornando-se um verdadeiro fenômeno de resistência cultural. O impacto é tamanho que o editor Ênio Silveira publica o livro em 1976, em uma noite de autógrafos marcada pela emblemática ausência de seu autor. Movido pela saudade incurável e por uma sutil abertura política, Gullar decide que é hora de voltar. Em 1977, ele e Thereza desembarcam no Rio de Janeiro. Contudo, o recomeço é brutal: com menos de 24 horas em solo nacional, o poeta é levado ao DOPS, onde enfrenta um terrível interrogatório de 72 horas sob torturas físicas e psicológicas.